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A tecnologia na busca pelo software perfeito

Os investimentos em tecnologia não têm um fim em si mesmo (isto é, avançar tecnologicamente só porque isso é legal). É preciso que isso dê algum resultado. Isso tem que valer a pena. Afinal, alguém está pagando.

O desenvolvimento de software inevitavelmente usa muita tecnologia. Mas quando – e quanto – vale a pena investir em atualização tecnológica de software?

Media Communication Technology Latest Modern Concept

Um dos resultados da atualização tecnológica é o ganho de valor. O software fica mais eficiente. Mais fácil de usar. Mais bonito. Mais prático. Faz mais coisas, e faz melhor. Vale o preço que foi pago por ele.

O outro resultado da atualização tecnológica é onde quero focar nossa atenção: a economia. O software gasta menos. Dá menos problema. Tem melhor desempenho. Tem menos defeitos. É mais confiável.

Interessante. Se fizéssemos um software perfeito, não precisaríamos ter essa preocupação. Afinal, um software não precisa ter defeitos, precisa?

Penso que encontrei a fórmula para o software perfeito. É fácil:

Mantenha o software pequeno e simples.

Somente uma pessoa faz alterações no programa.

Atenda a somente um cliente.

Bem… isso parece não se aplicar tão bem ao sistema empresarial que nós desenvolvemos. Pensando um pouco mais, encontrei a fórmula para conseguir entregar um sistema de gestão empresarial sem defeitos. É um pouco mais complicado:

 Mantenha na sua equipe somente profissionais especialistas, profundos conhecedores do sistema.

 Somente uma pessoa de cada vez faz alterações no programa.

 Teste sempre todas as situações possíveis e imagináveis, para todos os clientes que usam o sistema.

 Tenha equipamento disponível para qualquer situação.

 Trabalhe com prazos infinitos.

 Não se preocupe com dinheiro.

Pensando bem, nenhum dos itens acima é realizável na nossa situação. Os recursos são sempre limitados. Um software perfeito de grande porte não é possível?

A solução não é buscar um software perfeito, e sim um software viável. Para que ele seja viável, é preciso extrair o máximo proveito dos recursos limitados que temos. Isso requer gestão. É aí que a tecnologia pode ajudar.

Como já sugere o princípio de Pareto (ou princípio 80-20), um esforço muito grande pode ser necessário para resolver uma quantidade pequena de problemas difíceis, quando a grande maioria dos problemas é resolvida com um esforço muito menor. Em outras palavras, um esforço insano seria necessário para deixar um sistema complexo perfeito, enquanto um esforço muito menor seria suficiente para deixar o sistema gerenciável.

Aqui está a chave: se conseguirmos aplicar ferramentas que previnam a grande maioria dos problemas e nos deem conhecimento e controle sobre eventuais problemas que ainda estejam presentes, então teremos um sistema gerenciável, viável.

Ferramentas requerem tecnologia. Um sistema tecnologicamente obsoleto usará ferramentas obsoletas. É difícil fazer gestão assim. Já um sistema tecnologicamente avançado usará ferramentas avançadas, e assim é possível extrair mais qualidade do resultado, com maior domínio sobre o que está sendo feito e melhor retorno do investimento. Essas ferramentas podem prover coisas como:

  Desenvolvimento simultâneo e colaborativo de várias equipes num mesmo trabalho ou   em vários trabalhos;

  Ocupação eficiente dos recursos humanos e de equipamentos disponíveis;

  Capacitação mais rápida e mais eficaz;

  Acompanhamento dos trabalhos que são feitos, protegendo cronogramas;

  Relatórios de qualidade de código-fonte e de testes automáticos; – reuso de componentes, evitando  retrabalhos e assegurando qualidade.  

E o resultado, é claro, também vai ser um software mais Legal 🙂

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