Invenções tecnológicas crescem na velocidade 4.0

Os números mostram que, hoje, as invenções da sociedade brasileira, bem como mundial, estão muito mais ligadas a tecnologia do que à matéria em si.


17/01/2020

 Tempo de leitura: 2min 

Desde a pré-história, o homem desenvolveu ferramentas que o ajudassem em sua sobrevivência. A primeira delas, que se tem notícia, é um machado de mão, feito com pedra lascada. Muitos séculos se passaram e muito, também, foi inventado, principalmente no que diz respeito aos equipamentos manuais: ferramentas, utensílios diversos, motores, computadores, enfim, tudo desenvolvido com o objetivo de suprir as necessidades do homem, que foi se adaptando ao mundo e suas transformações.

Na indústria, todos os dias diferentes invenções são patenteadas, além de diversos aprimoramentos de tudo o que já existe. Só que agora, na Era da Indústria 4.0 – ou quarta revolução industrial –, grande parte das invenções estão ocorrendo no âmbito tecnológico, especialmente da inteligência artificial.

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria e divulgada no portal da ABIT, no início deste 2020, mostrou que a quantidade de pedidos de patentes de tecnologias da Indústria 4.0 no Brasil aumentou 11 vezes ao longo da última década. No Brasil, em 2008, 5% de 23 mil pedidos foram relacionados à tecnologia. Em 2017, quase uma década depois, 57% de quase 26 mil patentes estavam relacionadas a essa indústria. Nesses quase 10 anos, foram depositadas 35.196 patentes tecnológicas no Brasil.

Os números nos mostram que, hoje, as invenções da sociedade brasileira, bem como mundial, estão muito mais ligadas à tecnologia. Isso porque, no setor industrial, tanto as máquinas como os sistema tecnológicos são os grandes responsáveis pelos lucros das organizações, barateando os custos ao mesmo tempo em que aumenta a produção. Isso vai de encontro à outra pesquisa da CNI: entre o início de 2016 e o de 2018, o percentual das grandes empresas que utilizam pelo menos uma tecnologia digital passou de 63% para 73%.

As tecnologias da Indústria 4.0, descritas pela pesquisa, correspondem à três grandes grupos: tecnologias centrais, que são os são os hardwares, softwares e de conectividade, as tecnologias habilitadoras, mais relacionadas às análises de dados, inteligência artificial e sistemas de localização, de energia e de segurança e setores de aplicação, que são as tecnologias destinadas aos usuários finais, como artigos de monitoramento de saúde ou de entretenimento.

Apesar do crescimento das patentes voltadas ao avanço tecnológico e cada vez mais a indústria brasileira reconhecendo a importância desse desenvolvimento e migrando para os novos modelos de negócio, o grande desafio do país permanece sendo a velocidade com que essas modernizações estão sendo implementadas nos campos fabris. A Indústria 4.0 é real e, com perdão da redundância, deve ser realmente aplicada – e com certa prioridade. Se não, como vamos nos nivelar, a tempo, às principais nações industrializadas e empresas líderes mundiais?


Extra: Confira a "Agenda Brazil para a Indústria 4.0”.

 

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