No mundo da economia, será que somos uma nação desacreditada?

Uma pesquisa feita com CEO's de 83 países diagnosticou que grande parte dos investidores não acredita na aceleração da economia para 2020 e nem na potência do Brasil para alavancar seus negócios.


31/01/2020

 Tempo de leitura: 2min  

Vamos fazer a seguinte analogia: imaginemos um mundo formado por pequenas ilhas, entre elas, o Brasil. A economia, por sua vez, é o mar. Quando o mar está de ressaca, ele invade as ilhas, derrubando as pequenas construções, levando os poucos mantimentos dos habitantes para alto mar e deixando a terra arrasada. Ao passar o ciclone e a destruição estiver mais visível, é hora de recomeçar. Os habitantes já estão acostumados com essa ressaca e os impactos são sentidos, inclusive, sobre as 'marolinhas'. O mar, entretanto, não tem culpa, afinal, sua fúria é apenas consequência de eventos meteorológicos no oceano.

A 23ª edição de uma pesquisa feita pela consultoria Pricewaterhouse Coopers (PwC) e divulgada no Fórum Econômico Mundial de 2020, em Davos, conversou com 1.581 CEOs de 83 países para saber como estavam suas expectativas quanto a aceleração da economia global. O resultado foi: a maioria acha que 2020 não será de muitos progressos e que o Brasil quase não tem importância no crescimento dos seus negócios neste ano.

Voltando para a Ilha. O mar subiu de novo e, os habitantes, desacreditados e sabendo das consequências, nunca fazem nada para mudar o cenário. Mas é exatamente nessas horas que uma sinergia poderia fazer a diferença!

É a mesma situação no atual cenário econômico. A confiança dos investidores na aceleração da economia global desabou, mas não é o pessimismo ou o otimismo dos CEO's mundiais que vai mudar o jogo a fazer as empresas prosperarem - nem o oceano se livrar dos efeitos da natureza. A virada virá quando, ao entender esse cenário, eles apliquem as estratégias para melhores resultados. 

O que fazer? Que ações tomar? Isso vai depender apenas de como os olhares, atenção e esforços forem direcionados, e é exatamente nessas horas que precisamos da visão de um líder, de um CEO vencedor, aquele que está num nível estratégico e não no nível tático ou operacional. É nesse nível que se decide entre crescer, consolidar e mudar os rumos - ou encolher e deixar o mar gradativamente engolir tudo e todos. 

Há dois anos atrás, a Pesquisa mostrou alto otimismo em relação às perspectivas do crescimento econômico global - inclusive recorde. Mas que diferença dois anos podem fazer! 

Embora essa perspectiva mais moderada possa causar preocupação, há de se ver muitas oportunidades para aqueles que avançam no crescimento de longo prazo e que buscam a excelência operacional. As mudanças, tanto nas esferas comportamentais, quanto políticas e tecnológicas, vão criar novas oportunidades de sucesso para as organizações ágeis, capazes de habilidades modernas e diferenciadas.

A grande verdade é que o meio empresarial deseja um crescimento permanente em seus negócios, mas esquecem que, para isso, deve se reinventar a cada dia. É a tal da maré que sobe e destrói, da rotina e da esperança de reconstruir. Quem não tem capacidade, se acomoda e não inova, vai precisar reconstruir sempre. Quem tem visão de futuro e busca alternativas melhores, sai na frente e dá futuro ao mundo.

Ademais: a década está apenas começando, e há tempo de fazer muita coisa! É aquela velha história: se trabalha hoje, pensando no amanhã. No mundo da economia, somos uma nação desacreditada ou que apenas ainda não se reinventou?

*Improve (melhora) *Stay the same (mantém) *Declive (piora)


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