OUTUBRO ROSA: Analista da Systêxtil conta sua história de luta contra o câncer e como a tecnologia ajudou no tratamento

O mês de outubro é marcado por um movimento internacional de conscientização de um tema muito importante: o câncer de mama.


POR Comunicação Systêxtil, - 18/10/2019

Criado em 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, o Outubro Rosa tem como objetivo compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença. Em meio a criação de softwares e soluções para a indústria da moda, num universo bastante tecnológico e corporativo, a Systêxtil abriga uma poderosa história de luta e superação na batalha contra o câncer de mama, que vamos compartilhar a partir de agora. 

DUAS VEZES FORÇA

Era abril de 2001 quando a analista interna da Systêxtil, Rute Duarte da Silva, na época com 37 anos, descobriu um caroço em sua axila esquerda. “Eu apalpava e sentia. Fui em uma consulta de rotina, fiz ecografia e não deu nada. Só que o caroço continuou ali, estava me incomodando. Então fiz e refiz a mamografia. Os médicos encontraram um nódulo em meu seio e uma biópsia confirmou o câncer de mama do tipo hormonal de desenvolvimento rápido. Estranhei, pois eu não fazia parte do grupo de risco, não tinha sobrepeso, não bebia, não fumava, nem tinha histórico familiar”, conta Rute.

Nódulo endurecido ou caroço, tanto no seio como na axila, estão entre os sintomas suspeitos mais comuns, bem como irritação, inchaço ou aparecimento de irregularidades, vermelhidão, secreção, dor na mama ou inversão do mamilo. O que Rute tinha na axila era uma metástase, então, optou por retirar a mama – o que pôde reconstruir, em uma cirurgia complicada e dolorida, mas, segundo ela, psicologicamente melhor. “Sai do hospital sem me sentir mutilada”, ressalta. Vieram, então, as sessões de quimioterapia, eliminando todas as células de desenvolvimento rápido.

Cinco anos se passaram e Rute seguiu indo periodicamente ao médico, sempre atenta ao seu corpo. Foi então que, após quase 17 anos, precisamente em março de 2018, a analista interna da Systêxtil sentiu um novo gânglio próximo ao pescoço. Novos exames constaram, pela segunda vez, sinal positivo ao câncer. “Fizemos um Pet Scan para descobrir onde estava o câncer. Ele (câncer) sofreu mutações, dando positivo novamente para o tipo hormonal com HER2”. A partir desse dia e por tempo indeterminado, Rute segue fazendo imunoterapia.

TECNOLOGIA 

As tecnologias cada vez mais avançadas no tratamento do câncer aumentam as chances de cura e qualidade de vida durante e depois do tratamento à doença. Um exemplo é a Pet Scan, utilizado por Rute em seu tratamento, que refere-se a uma tomografia por emissão de pósitrons, que por meio de imagens, avalia o metabolismo das estruturas analisadas do pacienteO exame é considerado uma das tecnologias mais modernas para diagnosticar e acompanhar a progressão de 20 doenças, entre elas, variados tipos de câncer.

“A tecnologia, aliada à informação e à medicina, vai ajudar muito. Os exames serão cada vez mais precisos e as cirurgias menos invasivas. Sabemos que, tanto na medicina quanto na tecnologia, pessoas diferentes com olhares diferentes podem achar uma grande solução”, afirma.

O Positron Emission Tomography permite o mapeamento de diferentes substâncias químicas radioativas no organismo

A PREVENÇÃO É A CURA

A medicina e a tecnologia evoluem junto com o tratamento do câncer, mas dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) alertam para um aumento de portadores da doença. Rute, no entanto, afirma que “não deixar dar sinais é a prevenção, que é o mais próximo da cura. Se conhecer, perceber o que aparece de diferente no seu corpo”, frisa.

Acontecimentos inesperados na vida de uma pessoa – como o câncer de mama na vida de Rute – servem, por vezes, como formas de redescobrir a vida. “Você muda seu conceito sobre tudo e percebe que o momento que você está vivendo é muito importante. Me tornei uma pessoa melhor, saí da caixa. Notei que devemos estar sempre ligados a tudo que está mudando, ver que todos os processos podem ser melhorados”, afirma.

E porque a medicina ainda não descobriu a cura total do câncer? Segundo Rute, que trabalha há 20 anos com tecnologia, estudos investigam que é porque cada paciente deve ter um tratamento diferenciado.


Os meses de outubro e novembro vêm para conscientizar sobre a importância de se prevenir contra o câncer de mama e próstata, estar atento a qualquer alteração que possa indicar uma anormalidade no corpo e realizar o diagnóstico precoce.

Hoje, Rute e mais 60 mil mulheres em todo o Brasil estão lutando contra o câncer de mama. A guerreira da Systêxtil deixa a mensagem: “Nunca desanime e acredite que vai dar certo. Não se isole, aceite todo o tipo de ajuda, é um alento. Veja o copo sempre meio cheio e nunca meio vazio, essa é a beleza. Confie no tratamento, na ciência, na tecnologia. Temos altos e baixos mas precisamos aproveitar o que tem de bom no momento e saber que aquilo vai passar. Acorde todos os dias e pense que tudo vai ficar bem. Se arrume, coloque um lenço colorido, maquiagem, aceite convites. É necessário reagir e lutar sempre.


A Systêxtil parabeniza a colaboradora Rute por sua resistência e agradece por compartilhar sua história inspiradora com todos nós! 


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