Agile Trends SP 2016

Aconteceu nos dias 29 e 30 de Abril em São Paulo o evento Agile Trends, onde os profissionais ganhadores da premiação que ocorreu em Dezembro de 2015 puderam usufruir desta oportunidade de adquirir mais conhecimento


04/05/2016

Aconteceu nos dias 29 e 30 de Abril em São Paulo o evento Agile Trends, onde os profissionais ganhadores da premiação que ocorreu em Dezembro de 2015 puderam usufruir desta oportunidade de adquirir mais conhecimento.

Abaixo seguem depoimentos dos participantes do evento que descrevem como foi a experiência e o que aprenderam:

O evento aconteceu no Hotel Marksoud Plaza em São Paulo, nos dias 29 e 30 de abril. Todas as palestras foram proveitosas de alguma forma, assim como as conversas e discussões feitas após cada uma delas. Algo interessante que observei é que alguns palestrantes chamaram de Second Wave of Agile Management ou Agile em escala, que consiste na aplicação de metodologias ágeis não somente nas equipes de operação individualmente, mas também a um nível organizacional, o que é um pouco assustador pois ainda não conseguimos criar um processo consistente nem mesmo em nossos times, talvez nem mesmo criar times efetivamente.
Em geral o evento possuía sempre 3 talks acontecendo simultâneamente, seguem algumas das que participei.
Inicialmente ocorreu um keynote com o americano David Hussman sobre como a DevJam (http://devjam.com/) ajuda equipes a utilizar processos ágeis para identificar as necessidades e entregar valor aos seus clientes, desenvolvendo uma cultura de aprendizado. A talk está disponível no link deste outro evento para quem interessar (http://aceconf.com/2016/David-Hussman-Keynote-From-Progress-to-Product-How-do-we-get-there.html).
Em seguida participei da palestra com a Gerente de Desenvolvimento da ContaAzul aqui de Joinville, onde além de falar um pouco sobre o ambiente organizacional da empresa, ela comentou sobre como evoluíram os times de desenvolvimento de 8 para 80 pessoas em pouco mais de 2 anos, dividindo os mesmos em squads multidisciplinares e guildas, fazendo mapeamento de skills dos engenheiros, inspirados na arquitetura utilizada pelo Spotify e descrita em um paper de 2012. (Publicação que a propósito foi citada algumas vezes durante o evento, então para quem interessar, encontrei em: https://dl.dropboxusercontent.com/u/1018963/Articles/SpotifyScaling.pdf)
A próxima talk com Hélio Medeiros, consultor da ThoughtWorks, sobre "Team Building – Software depende de relacionamento" foi muito interessante, pois mostrou a extrema importância que tem o entrosamento do time, assim como a comunicação interna, além de confiança na equipe para realizar entregas de qualidade.
Uma das próximas talks que gostei bastante era referente a um assunto que nos deixou em dúvida nos últimos projetos que começamos aqui na equipe de tecnologia, em "Práticas para Arquitetura Sustentável em ambientes Ágeis", Eduardo Guerra falou sobre até que ponto devemos desenvolver uma arquitetura no início de um projeto ou o que alguns chamam de sprint zero, além de como gerenciar e evoluir a mesma ao longo das iterações.
Em outra talk Luiz Hespanha da NuBank falou sobre como a empresa usa testes generativos para atingir uma melhor cobertura de testes na arquitetura orientada a serviços utilizada por eles, o que pode ser muito importante para conseguir testar com maior confiabilidade alguns cases que encontramos frequentemente em projetos que desenvolvemos.
Já no sábado, uma das talks que mais me chamou a atenção no início do dia, foi "Como eu entrego um novo produto em um novo mercado em 8 semanas?", em que Camila Achutti explicou como é o processo da Ponte21 do início do projeto até entrega do MVP para o cliente em apenas 8 semanas.
Além disso, durante o horário de almoço tive a oportunidade de participar de uma conversa com Alexey Villas Boas no estande da ThoughtWorks sobre algumas barreiras para o aprendizado organizacional, cujo consegui enxergar muitos dos pontos citados na nossa realidade, infelizmente esqueci de anotar o nome do livro fonte da discussão, mas vou entrar em contato com Alexey para tentar descobrir.
No início da tarde de sábado, participei de uma talk sobre Machine Learning com Michel Pereira da Google, onde o mesmo mostrou algumas das API's disponibilizadas pela Google que utilizam redes neurais para reconhecimento de objetos, faces e voz, além de falar um pouco sobre o TensorFlow, projeto open source baseado nas ferramentas que deram origem a essas API's dentro da Google.
Logo após assisti uma talk de Giovanni Bassi da Lambda3 sobre software open source e a importância participar desse tipo de projeto, assim como utilizar referências open source em nossos projetos e praticar o uso de licenças de código aberto para projetos que não agregam valor ao nosso negócio diretamente, pois frequentemente outras pessoas tem a mesma necessidade e estas irão ajudar a evoluir o projeto naturalmente.
Essas foram algumas das talks que mais me chamaram atenção, a programação completa está disponível em http://agiletrendsbr.com/programa-sp-2016 e acredito que em alguns dias as apresentações estarão disponíveis no site.

Guilherme Baron (Tecnologia Systêxtil).

 

No Agile Trends foi possível ver muitas palestras sobre diversos assuntos e foi apresentado por várias empresas, mostrando o que está acontecendo no mercado, como as organizações estão usando as ferramentas de qualidade no dia a dia, a preocupação com os colaboradores e na gestão colaborativa. Estas organizações estão com o foco em como maximizar o valor nas entregas aos clientes. Outra coisa que chamou atenção foi a preocupação que elas tem com os colaboradores em fazer eles ganharem conhecimento, se sentirem felizes, participativos... Agile Trend turbinou as ideias.... Ágil não é processo mas sim cultura.

Márcio Paludo (Desenvolvimento Systêxtil).

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