Bem-estar e Gestão do estresse

Aconteceu nesta última sexta-feira (29/04) na Acijs ás 8:00h o evento "Bem-estar e Gestão do Estresse", tendo como objetivo mostrar a importância sobre a conscientização e prevenção de alguns fatores que podem desencadear agravos à saúde física e mental do profissional, gerando perdas tanto para ele quanto para a empresa


03/05/2016

Aconteceu nesta última sexta-feira (29/04) na Acijs ás 8:00h o evento "Bem-estar e Gestão do Estresse", tendo como objetivo mostrar a importância sobre a conscientização e prevenção de alguns fatores que podem desencadear agravos à saúde física e mental do profissional, gerando perdas tanto para ele quanto para a empresa.

 

O estresse é o terceiro maior fator de afastamento prolongado na indústria nacional, segundo dados do INSS. Por conta de dados como esse, a Organização Mundial da Saúde, OMS, aponta o estresse como o mal do século 21. No ambiente de trabalho, o estresse pode causar o desânimo e esgotamento físico e mental, prejudicando a produtividade e os resultados no ambiente de trabalho.

 

A promoção de atividades voltadas para prevenção dos acidentes e agravos à saúde do trabalhador no ambiente laboral foi tema da palestra "Bem-estar e gestão do estresse: um desafio no mundo corporativo", organizada pela ABRH Jaraguá do Sul e integra as ações do Movimento Abril Verde.

 

Para a psicóloga especialista em desenvolvimento humano, Francielle Kuntz Heidemann, o estresse representa uma desvantagem competitiva para as corporações porque acentua a evolução de doenças como a ansiedade e a depressão. "Ele é o principal causador de doenças psiquiátricas crônicas e pode aumentar em até 75% os custos com saúde", conta.

 

Francielle, que atua como consultora em saúde e qualidade de vida listou, durante a palestra organizada pela ABRH Jaraguá do Sul, os principais motivos para reconhecer o estresse no trabalho como uma desvantagem competitiva:

 

  • Falta de interesse: Funcionários estressados se sentem desmotivados e desinteressados pelas atividades que executam, resultando na falta de atenção que pode ocasionar acidentes e mal-estar;
  • Acidentes de Trabalho: O Brasil registra por ano, desde 2010, mais de 700 mil acidentes de trabalho. Esses números são consequência de políticas que, muitas vezes, não levam em conta como as condições psicológicas e emocionais afetam a saúde e a segurança do trabalhador;
  • Queda na produtividade: O estresse afeta diretamente as competências produtivas do trabalhador. Por conta disso, a empresa deixa de atingir resultados e de gerar desenvolvimento;
  • Aumento de licenças: O estresse influencia na evolução de doenças crônicas como a depressão e a ansiedade, responsáveis pelo aumento de solicitações de afastamento de prazo médio e prolongado das funções;
  • Perda de qualidade de vida: Um funcionário sobrecarregado pelo estresse perde muito em qualidade de vida. Ele torna-se mais negativo, mais fechado e mais propenso ao sedentarismo e ao ganho de peso.

 

Bem-estar e Gestão do Estresse

 

Contudo, a psicóloga garante que é possível estabelecer planos e ações que visem reduzir o estresse no ambiente de trabalho. "As companhias devem investir na prevenção, pois ela sempre será o melhor remédio", comenta Francielle. "Manter um bom clima, desenvolver programas de qualidade de vida que também foquem em saúde emocional e estimular exercícios físicos são algumas das opções", revela. Segundo ela, atividades simples como a ginástica laboral, produzem ótimos resultados. "Porém, a empresa precisa comunicar os benefícios dessas práticas de maneira clara para o funcionário", aconselha.

 

A diretora de Segurança da ABRH Jaraguá Sul, Roberta dos Santos Teixeira, acredita que as empresas precisam investir em programas voltados a qualidade de vida do trabalhador fazendo a abordagem da saúde mental no trabalho. "Muitas vezes, o foco fica em outras áreas por não haver mensuração dos impactos da saúde e segurança do trabalho", comenta.

 

Fonte: ABRH Jaraguá do Sul

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