Em prol da saúde: tecnologia têxtil no combate ao novo Coronavírus

Conheça algumas empresas que estão criando tecidos com acabamento antiviral


POR Comunicação Systêxtil, - 26/06/2020

No mundo da moda, as roupas e suas características servem para diferentes finalidades. Algumas protegem contra o frio, vento, água e chuva. Outras, transmitem mensagens – como é o caso das Estampas lettering – e outras simplesmente têm o objetivo de modelar nossos corpos, nos deixar mais confortáveis, atraentes ou de bem com nós mesmos.

Diante de um novo cenário mundial, onde alguns hábitos culturais da sociedade também sofrem mudanças, a indústria recebeu uma diferente e importante missão: combater o novo Coronavírus. Esse é o atual objetivo da maioria das empresas, seja para encontrar soluções que eliminem o vírus ou alternativas para recuperar o mercado e se adaptar ao “novo normal”.

Proteger as pessoas contra o vírus também é uma das novas apostas da indústria têxtil, já que estudos mostram que o vírus pode se alojar em roupas e calçados. Por isso, fábricas de moda do mundo todo estão unindo estudo, design e tecnologia para desenvolver tecidos com acabamentos antivirais que bloqueiam o novo Coronavírus e impedem sua transmissão.

Alguns exemplos

Na empresa catarinense Dalila Têxtil, tecidos com acabamento à base de prata que bloqueiam a replicação do vírus já foram inclusive testados em laboratórios. A empresa pretende apresentar a novidade durante a  Febratex 2021.

A também catarinense Diklatex pretende anunciar os resultados de seus tecidos antivirais até o final deste mês. Segundo a empresa, equipes com médicos, microbiologistas, engenheiros têxteis e químicos estão trabalhando, desde o começo da pandemia, no desenvolvimento de uma solução que pretende eliminar mais de 99% dos vírus em até 2 minutos e inativar 100% em até 10 minutos.

A brasileira Santaconstancia anunciou malhas feitas com o fio AMNI, também um antiviral que ajuda a inativar e bloquear a contaminação de vírus, já testadas e certificadas. Segundo a empresa, a tecnologia está presente no fio, por isso possui efeito permanente que não se perdem nas lavagens.

A empresa italiana Albini Group diz também ter desenvolvido um tecido antiviral, com colaboração de uma companhia suíça. A produção utiliza químicos, em um processo similar à impermeabilização, mas sua eficácia ainda está sendo testada.

A francesa Rhodia, presente no Brasil, criou a Amni® Virus-Bac OFF que impede a hospedagem do vírus em células humanas, bloqueando a contaminação e a transmissão em artigos têxteis. A multinacional desenvolveu a tecnologia dos fios juntamente com seus pesquisadores brasileiros.

Há, também, outras empresas têxteis espalhadas pelo mundo que estão anunciando o desenvolvimento de materiais eficazes na proteção contra o Coronavírus.

Pesquisas, testes, tecnologia e investimento

De acordo com os professores do curso de Engenharia Têxtil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Dr. Fabricio Maestá e Dra. Caroline Cionek, essa classe de artigos têxteis é conhecida como Têxteis biofuncionais, que tem propriedades novas e inteligentes e valor agreador. "Os acabamentos que estão sendo desenvolvidos podem proteger o indivíduo contra fungos, bactérias e vírus. No entanto, para comprovar a ação, deve-se realizar testes com cada um, pois um tecido antimicrobiano (fungos e bactérias) não necessariamente inativará o vírus. É importante que estas informações sejam esclarecidas e que as empresas indiquem quais são os agentes patogêneos utilizados no teste. Outro ponto importante é que esses acabamentos têm uma duração de acordo com a lavagem e, em alguns casos, depois de 20 lavagens o tecido não tem mais ação antiviral, passando a ser um artigo têxtil convencional", explicam os docentes.

De acordo com Caroline, a evolução de novas tecnologias têxteis contribui com as produções. "Mas é só a pesquisa que vai trazer esse tipo de inovação e, nesse sentido, a parceria universidade-empresa surge para somar", conclui Carol. 

Enquanto isso, a indústria da moda segue buscando alternativas para contribuir com as necessidades presentes e futuras da sociedade. Além de beleza e bem-estar, o mercado fashion quer proporcionar proteção para que todos possam, com tranquilidade, voltar às suas rotinas nesses tempos difíceis de pandemia.


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